Altair Lisboa

Eduardo Lira é o pseudônimo de Altair Lisboa. Amante das LETRAS e admirador das entrelinhas poéticas. Venha viajar nessa aventura magnifica pela leitura e interpretação.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

DESENCONTRO
 T

 enho andado sozinho
A procura de horizontes,                   

Com medo e desejo
De viver o bem.
Tenho sido alguém
Vagando em esquinas,
Chorando ruínas e
Reconstruindo das sobras.
Tenho sido gente,
Sem essência e sem ser,
Só de viver.
Porque viver é preciso...
Mesmo sem horizontes.

domingo, 22 de janeiro de 2017

AMARRAS E GRILHÕES


U
m córrego desce a montanha
 E lava a aldeia,
Arrastando em suas ondas
A sede e a fome,
Que arde febril
A margem do rio.
As pedras e as matas
São santuários vivos,
Protetores do riacho
Onde o regato desvanece
E desliza em fendas
As amarras humanas
                                      Pra desaguar no mar.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

ALMAS

  S

omos filhos da traição
Vagando na cidade
À procura de um ninho,
Como pardais aflitos
Na tempestade.
Sobre nosso brio
Decai o peso de nossas penas encharcadas,
Desafiando a sobrevivência
Dos gestos inocentes infantis.
Somos teus...
Filhos do acaso,
Voando pra tecer tua história,
Tateando nas luzes frias
O alimento que nos faz existir.


Grãos Derramados na Via Sacra



          Esta obra contém poesias escritas em momentos de profundo questionamento sobre o mundo e minha relação com ele. De tudo que vivi neste período, além das marcas do tempo, ficou a certeza de que são as entre linhas que me ensinaram escrever com a alma aquilo que a razão jamais me permitiria expor.
          No entanto, entendi que a poesia é um clamor sem voz daquilo que queima por dentro. Às vezes, prefiro crer que arte é a recompensa que Deus deu ao homem para seus momentos de apreensão.
         Algumas destas poesias trazem o lirismo em sua pura essência, outras tocam no social, algumas na relação humana com o Sagrado... Aqui estão elas sem fronteiras, expostas pela vontade de se fazer compreender.
          Compartilhar a poesia que brota da alma é apropriar-se da licença poética e dá ao mundo um pouco daquilo que está escondido em nós.

                                                    







Lançamento do Livro: "Filhos da Primavera" assinado por Eduardo Lira, pseudônimo de Altair Lisboa. Ocorreu na tarde do dia 19 de março de 2016, reunindo amigos e familiares no colégio Seis de janeiro, na Vila Operária, onde funciona o nucleo PVNC (pre vestibular para Negros e Carentes).

domingo, 27 de dezembro de 2015

Filhos da Primavera

                   Este é livro de um conto longo com uma narrativa que mistura prosa e poesia num só contexto. Desejo imensamente que meus leitores se sintam apaixonados por aquilo que encontrarão nestas entrelinhas.